NOS Alive, dia 11 de julho: A Chave Mestra

NOS Alive, dia 11 de julho: A Chave Mestra

Segundo dia de NOS Alive repleto de bons concertos, no entanto quem teve a chave para animar o público como ninguém foi o duo The Black Keys. Os norte-americanos levaram o seu rock até ao Passeio Marítimo de Algés e o público agradeceu. Numa outra onda e noutro palco, Sam Smith também faz parte dos melhores do dia.

O dia no NOS Alive começou a ver os The Vicious Five no Palco NOS. Os portugueses, encabeçados por Quim Albergaria, preparam-se para voltar a terminar com o projecto e o concerto do Alive foi o penúltimo, “Nós fomos os Vicious Five. Bem-vindos ao nosso funeral.”. No que à música diz respeito, os The Vicous Five foram mostrando o seu reportório de três álbuns, mantendo sempre a intensidade a níveis muito elevados.

É estranho voltar a ver Albergaria de pé, a andar de um lado para o outro e de microfone em punho, mas a primeira casa do baterista dos PAUS foi esta. E não há qualquer tipo de ferrugem, o homem sabe como entreter uma plateia que na sua maioria não tinha idade para se lembrar dos The Vicious Five nos seus tempos áureos.

The Vicious Five

Para algo completamente diferente, decidimos ir ver o que se passava no Jardim Caixa Comédia. Finalmente conseguimos ver actuações completas e confirmámos o que ontem dissemos, são muito curtas! Destaque para Catarina Matos, a host de ontem, que trouxe um set bastante descontraído e que pôs toda a tenda a rir.

O tempo no NOS Alive é pouco, ver concertos completos em todos os palcos é bastante complicado. Começámos por ir até ao Palco Heineken que recebia os For Pete Sake. A banda portuguesa atacou logo com um dos temas mais conhecidos, House. O público que estava sentado a esticar as pernas recebeu logo um pedido para se juntar à banda e saltar, “Vocês aí atrás sentados, levantem-se e venham para aqui para a frente.”. Uma sala bem composta para uma das mais promissoras bandas nacionais.

For Pete Sake

À mesma hora, mas noutro palco, outra banda portuguesa com um futuro bastante promissor, os D’ALVA. Com a tenda do NOS Clubbing bem composta, os D’Alva começaram a mostrar a sua música. Mal soaram os primeiros acordes de Frescobol toda a plateia começou a curtir a música boa onda dos portugueses.

D'alva

Ainda à mesma hora mais um concerto, desta vez no Palco NOS. Os The Last Internationale deram um concerto morno, a fugir para o frio. O público não era muito e a banda também não puxava. Destaque para o final com Grândola, Vila Morena.

Às 20h30, tempo para os MGMT começarem a tocar. E a expectativa já era muita. No entanto, este sentimento não era partilhado por grande do público, que mesmo com os norte-americanos a tocar, preferiu ficar sentado e a tirar selfies. Os MGMT começam o concerto com um dos seus maiores êxitos, Time to Pretend, que ainda arrancou alguns cânticos do público, mas desapareceram logo quando a mais pausada Youth se fez ouvir. Sempre com uma ligação à Natureza, os MGMT fizeram questão de mencionar que estavam a cantar para a lua e na verdade não andaram muito longe da verdade, porque o campeonato das selfies, do Instagram e do sabe-se lá o quê continuava. A banda continuou a mostrar o seu reportório num concerto que não vai ficar para a história do NOS Alive.

MGMT

Se MGMT contou com um público apagado e sem grande interesse, o mesmo não se pode dizer com Sam Smith. O britânico, trazido para as luzes da ribalta à boleia das colaborações com os Disclosure e com Naughty Boy, contou com um Palco Heineken cheio e com um público ansioso por ouvir as músicas. A histeria do público surpreendeu o próprio Smith que logo no início do concerto disse “Isto é incrível!”.

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Se tivermos em conta o Aplaudímetro podemos facilmente notar que Sam Smith foi um dos mais aplaudidos da edição do NOS Alive. A gestão dos temas por parte do jovem britânico foi sabiamente feita, tendo balançado muito bem as baladas com os temas mais energéticos. Os temas mais conehcidos, Latch e a La La La foram os últimos, resultando numa explosão de emoções no Heinenken.

O segundo dia do NOS Alive tinha como principal chamariz os The Black Keys. A banda norte-americana não desiludiu de maneira nenhuma todos aqueles que pagaram bilhete para os ver. Estes senhores respiram rock! Começaram a debitar os temas de El Camino e de Brothers, no entanto o primeiro álbum é rei e senhor para o público. As músicas deste álbum eram cantadas e aplaudidas, muito mais do que todas as outras. Outro facto curioso foi a entrada de uma música do último álbum, Turn Blue, só ter acontecido a meio do concerto. Seria de esperar que os Black Keys apresentassem mais temas do último álbum. Este atraso mostra que a banda não tá muito segura do seu álbum em ambiente de festival.

The Black Keys

Deixando as inseguranças de lado, o concerto seguiu sempre com muitas guitarradas às quais o público respondia com gritos e aplausos. Aparece o inevitável Lonely Boy e a plateia fica selvagem. Salta-se, canta-se, põe-se os braços no ar, cavalitas, tudo! Esta música ao vivo é soberba, estes senhores são soberbos. E acaba o concerto em aplauso.

Ou então não. O público, bastante paciente, continua a chamar e a cantar Lonely Boy a capella, conseguindo chamar a dupla de volta. Um encore que começa intimista, com uma versão acústica de Little Black Submarines. A meio da música voltam a aparecer as guitarras e volta a loucura. O concerto só acaba com I Got Mine. O público feliz com uma autêntica festa de rock.

Mas nem por isso acabava o dia no NOS Alive. As três meninas que compõem as Au Revoir Simone começaram o concerto com problemas técnicos, mas ainda assim o público presente no Palco Heineken gostou do que viu. No palco ao lado, no NOS Clubbing, era DIPLO quem fazia a festa, com música de dança bem pesada e que se fazia ouvir nas redondezas do recinto.

Au Revoir Simone

No Palco NOS a festa está a começar, agora com ritmos africanos. São os Buraka Som Sistema e trazem consigo o kuduro. Quer se goste ou não do estilo, ninguém fica indiferente ao ouvir os Buraka Som Sistema ao vivo. A sua música é contagiante e enérgica. Os Buraka têm novo álbum para apresentar, mas nem por isso fogem às suas músicas de maior sucesso. Hangover abre o concerto em grande e depois começa o desfilar dos temas que toda a gente sabe de cor. Get Stoopid foi o primeiro tema do novo álbum a ser tocado e o resultado ao vivo é fantástico. Blaya, a MC, ajuda muito para que a energia esteja sempre em alta, com as suas danças bastante provocadoras.

Buraka Som Sistema

No final do concerto dos Buraka o Palco Heineken e o NOS Clubbing estavam em alta, o primeiro com SBTRKT e o segundo com Boys Noize, ambos com prestações bastante competentes.